Prova de Função Pulmonar

Prova de Função Pulmonar

Também chamada Prova Ventilatória ou Espirometria, foi introduzida na Medicina por Jonh Hutchinson, em 1846 com o desenvolvimento do primeiro Espirômetro (aparelho que permite a avaliação da função pulmonar). Desde então as Provas de Função Pulmonar têm auxiliado os alergistas, pneumologistas, pediatras, clínicos e cirurgiões a diagnosticar e tratar várias doenças associadas com alterações da fisiologia (funcionamento) respiratória.

Indicações:

  1. Detectar a presença de doenças pulmonares.
     
  2. Indicar qual o tipo de distúrbio ventilatório (alteração obstrutiva, restritiva ou mista)  eventualmente presente.
     
  3. Determinar a gravidade do distúrbio.
     
  4. Indicar o grau de melhora por meio de intervenções terapêuticas (broncodilatadores, corticóides, etc.).
     
  5. Auxiliar de forma imprescindível, no diagnóstico de tosse a esclarecer.
     
  6. Encorajar as pessoas a interromperem o tabagismo.
     
  7. Monitorizar exposições industrias e ambientais potencialmente nocivas.
     
  8. Avaliar o risco de complicações pulmonares pós-operatórias.
     
  9. Avaliar a expectativa de vida em doenças pulmonares.
     
  10. Avaliar o comprometimento respiratório em doenças que deformam a caixa torácica e doenças pulmonares.

Especificamente na pediatria, as Provas de Função Pulmonar são úteis no diagnóstico e auxílio do tratamento de crianças com pneumopatias. O método de avaliação da Função Pulmonar é parcialmente dependente da idade.

Em geral, as crianças acima de cinco anos conseguem colaborar de forma satisfatória para a realização do exame, visto que a obtenção de testes adequados depende, dentre outros fatores, da colaboração dos indivíduos testados.

A realização do exame deve ser feita por técnico experiente, com aparelhos modernos, com incentivo especial para as crianças, de forma lúdica e sem estresse. Os laudos devem ser dados por médicos gabaritados e sempre seguindo as diretrizes do Consenso de Espirometria atualizado da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisologia.

Os exames realizados na pediatria são prova ventilatória, pré e pós broncodilatador e em alguns serviços mais especializados, testes de provocação brônquica, com substâncias específicas ou com exercício, sendo esses testes extremamente úteis para o diagnóstico de hiperreatividade brônquica como causa de tosse e /ou dispnéia (falta de ar) a esclarecer e de asma induzida por exercício.

O paciente realiza o exame sentado, com manobras expiratórias (sopros) e inspiratórias coordenadas e estimuladas pelo técnico, sob supervisão médica. Após os exames basais (iniciais), administra-se o broncodilatador inalatório e repete-se o procedimento após 10 a 15 minutos. Em caso de broncoprovocação, realizam-se os exames basais e depois faz-se a inalação com a substância a ser testada ou o teste de exercício e repete-se o procedimento.

Os seguintes pré-requisitos são necessários para a realização do teste: não fazer uso de broncodilatador ou corticóides no dia do exame. Para pacientes adultos que fumam, estes devem suspender o fumo um dia antes do procedimento.

 Fonte: Dra. Francisca Rosângela A. Castro

 Consenso de Espirometria 2002

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